1- Desenvolve a linguagem, tanto oral quanto escrita
Se a criança é habituada a ouvir histórias desde pequena, acostuma-se com a pronúncia e o uso correto das palavras. À medida que vai adquirindo seu primeiro vocabulário, há um reconhecimento das palavras e uma maior facilidade na aplicação das mesmas. E quando a criança já é capaz de ler sozinha, o contato constante com tramas diferentes diversifica o vocabulário existente e ajuda na fixação da escrita – pois estudos já mostraram que o aprendizado da ortografia é visual, aprendemos mais facilmente a escrever as palavras que estamos acostumados a ver escritas.
2 – Estimula a capacidade de converter palavras em ideias
Ao envolver-se com uma história, a criança é capaz de imaginar o que está sendo narrado e mergulhar em situações que não conhece de fato. Há um aprimoramento da capacidade de abstração, da elaboração de ideias a partir de circunstância concretas e, por consequência, da sua capacidade de estabelecer analogias e comparações com outras situações ou histórias.
3 – Favorece experimentar sensações que irão formar um reservatório de emoções
Seja ouvindo a história na voz dos pais ou lendo por si mesma, a criança é capaz de mergulhar nos acontecimentos e vivenciá-los, por mais fantasiosos que sejam. Ao solidarizar-se com o sofrimento da princesa maltratada pela madrasta ou comemorar o beijo que ela recebe, ao final, do príncipe, o pequeno leitor está experimentando sensações muitas vezes novas para ele. Mesmo que ainda não saiba nomeá-las, elas passam a fazer parte do seu reservatório de emoções e serão acessadas novamente em uma outra história ou mesmo em algum episódio da vida real.
4 – Ajuda a lidar com as dificuldades do dia a dia
Rivalidade entre irmãos, inveja, medo. Projetando-se nos personagens, a criança sente-se aliviada por poder sentir raiva da bruxa malvada ou medo do lobo mau, e é capaz de extravasar sentimentos reprimidos. As histórias ajudam a elaborar os sentimentos negativos, como vingança e rejeição. Ao festejar a morte de determinados personagens arquetípicos do mau, está aprendendo a vencer seus medos e a vivenciar os sentimentos que as angustiam. Trabalha, também, o conceito de finitude, já que nos livros tudo tem começo, meio e fim.
5 – Aguça a curiosidade, o interesse em conhecer novos mundos e novos livros
É comum que a criança conviva com outras crianças, e mesmo adultos, muito semelhantes em várias esferas da sua vida. Aspectos culturais, nível de educação, classe social e econômica, interesses, tudo muito parecido acaba oferecendo um cenário de estagnação e, na maioria das vezes, uma falsa percepção da realidade. Ao experimentar histórias que falam de outros povos, outros costumes, outros gostos, o leitor amplia a sua visão de mundo para perceber que o mundo é feito de diferenças, e não de igualdades. Essa percepção é levada para além dos livros, sendo capaz de despertar o interesse de conhecer, de fato, outras realidades.
6 – Estimula a criatividade
É comum ensinarmos as crianças a realizarem tarefas, ou desenvolverem comportamentos, de acordo com os padrões a que estamos acostumados. A leitura propicia o contato com novas formas de pensamento, e também de resolução de problemas. Confrontada com formas diferentes de agir, a criança é levada a perceber que ela pode inovar, sair do lugar comum. Se um determinado personagem trouxe uma nova solução para a história, o leitor é estimulado a ele também encontrar maneiras criativas de fazer a mesma coisa.
7 – A leitura compartilhada fortalece os laços entre pais e filhos
Quando pequenas, as crianças precisam que um adulto leia as histórias para elas. Esse é uma oportunidade de fortalecer os laços da família. Ao juntarem-se para um momento de prazer, pais e filhos compartilham emoções que se estenderão para além do livro. Ler para o filho é um ato de carinho. Ainda mais na correria dos dias atuais, quando muitas famílias sequer conseguem um momento em que estejam todos reunidos. A entonação na voz dos pais é capaz de transmitir as mais diversas sensações, estimulando, encorajando e dando confiança para os pequenos. Por isso, o bom mesmo é começar desde cedo.
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